Momentos são momentos...
São vivências que com o passar do
tempo viram imagens que pairam no nosso cérebro, esperando, numa certa oportunidade
do futuro, serem avivadas, relembradas, acarinhadas…
Mas nem tudo o que é
momento é belo, tal como nem tudo o que luz é outro. Uns dirão que são apenas
fagulhas do passado ainda encaloradas pela chama do que deveria estar já há
muito esquecido. Momentos independentemente do tipo distinguem-se por ser
únicos, por serem individuais ou partilhados.
A verdade é que por vezes pensamos que poderíamos ter aproveitado certos momentos. Aqueles momentos que sabemos que nunca mais se irão
repetir. Mas será que valerá a pena quando tens a cabeça noutra parte, vagueando
ideias completamente distintas dos demais? Não creio.
Valerá a pena forçar a
ser quem não és por um momento como forma de agradar a uma sociedade que impôs
e espera de ti o protótipo.
Valerá a pena forçar o que pensas, deixando os outros orgulhosos ? Patetice.
As pessoas caminham por trilhos diferentes, porque contemplam o mundo de forma diversa. As ideias são diferentes. As atitudes,
por mais que se assemelhem a muitas outras, carregam no passado um tracejado inigualável pintado a aguarela ou a caneta permanente.
Momentos são momentos.
Infinitos.
Para esquecer.
Para
reviver.
Momentos são os que os outros querem guardar com esse título.